BRASÍLIA – A Esplanada dos Ministérios é o cenário de uma grande mobilização nacional nesta quarta-feira, 15 de abril. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras, organizados em caravanas vindas de todos os estados, ocupam a capital federal para a realização da CONCLAT 2026 (Conferência Nacional da Classe Trabalhadora) e a Marcha da Classe Trabalhadora.
O evento marca a unidade do movimento sindical em torno de uma agenda comum, que busca o fortalecimento da democracia e a ampliação de direitos laborais. A mobilização, que ocorre ao vivo nesta manhã, culminará com a entrega de um documento estratégico ao Governo Federal.
Programação e Trajeto
O cronograma do dia foi estruturado para garantir a visibilidade das pautas no centro do poder:
- Manhã (08h às 11h): Realização da plenária da CONCLAT em frente ao Teatro Nacional Claudio Santoro, onde as lideranças discutem as diretrizes do movimento.
- Final da Manhã: Início da marcha em direção ao Congresso Nacional e ao Palácio do Planalto.
- Ato Político: Entrega oficial do documento “Pauta da Classe Trabalhadora – Prioridades 2026” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contendo os eixos centrais das reivindicações.
As Pautas Prioritárias em Debate
Sob o lema “Empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”, os manifestantes defendem pontos cruciais para a modernização das relações de trabalho no Brasil:
Fim da Escala 6×1 e Jornada Reduzida
A principal bandeira é a extinção do modelo de trabalho 6×1. O movimento propõe a redução da jornada de trabalho sem que haja redução nos salários, visando o bem-estar do trabalhador e o aumento da oferta de postos de trabalho.
Combate à Precarização (Pejotização)
O movimento exige o enfrentamento à “pejotização” e a defesa do vínculo empregatício formal, garantindo que os direitos previdenciários e assistenciais sejam preservados diante das novas modalidades de contratação.
Negociação Coletiva para o Setor Público
A pauta inclui a regulamentação do direito à negociação coletiva para os servidores públicos, buscando garantir que o funcionalismo tenha amparo legal para discutir condições de trabalho e reajustes.
Valorização e Direitos
O documento que será entregue hoje também foca na valorização do salário mínimo, no fortalecimento da negociação coletiva em todos os setores e na ampliação de direitos que garantam dignidade e proteção contra demissões arbitrárias.
Perspectivas do Movimento
A mobilização de hoje é vista como um novo marco na articulação política da classe trabalhadora. Para as lideranças presentes, Brasília torna-se o palco de uma resposta organizada aos desafios econômicos, transformando a mobilização das bases em força política para negociar avanços concretos junto ao Executivo e ao Legislativo.
A expectativa é que o dia 15 termine com o compromisso de abertura de novas mesas de negociação e a aceleração de projetos de lei de interesse dos trabalhadores.
