Major Carolina Zancan, da Polícia Militar do Paraná, levou ao 15º Congresso da FETRAVISPP um alerta sobre a violência contra as mulheres e reforçou a importância da participação de toda a sociedade no enfrentamento
A violência contra a mulher e a necessidade de ampliar a rede de proteção foram temas de destaque durante o 15º Congresso da FETRAVISPP. A palestra foi ministrada pela major Carolina Pauleto Ferraz Zancan, da Polícia Militar do Paraná e coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha.
Durante sua apresentação, a major trouxe dados e situações que revelam uma realidade cada vez mais preocupante e reforçou que o enfrentamento à violência exige conscientização, prevenção, denúncia e participação de toda a sociedade.
Dados apresentados anteriormente pela major, em evento promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Segundo informações referentes a 2025, 76,2% das vítimas são mortas dentro de casa e, em 81% dos casos, o agressor mantém ou manteve algum tipo de relacionamento amoroso com a vítima. Carolina Zancan também alertou que a violência doméstica e familiar contra as mulheres ocorre durante todo o ano e alcança todos os municípios do Paraná.
A palestra no Congresso reforçou uma mensagem fundamental: essa é uma luta de todos e a Segurança Privada também está nessa luta.
Presentes diariamente em empresas, escolas, universidades, hospitais, condomínios, centros comerciais, eventos e diversos outros espaços, os profissionais da segurança privada também podem contribuir para a prevenção, identificação de situações de risco e acionamento das autoridades e da rede de proteção, sempre dentro dos limites de sua atuação profissional.
Esse compromisso integra a campanha permanente “Segurança Privada: Por Elas e Para Elas”, que busca conscientizar e mobilizar trabalhadores, entidades sindicais e todo o setor para contribuir no enfrentamento à violência contra a mulher.
O debate realizado durante o 15º Congresso da FETRAVISPP reforça que combater a violência exige informação, conscientização e envolvimento coletivo.
