A CONTRASP chama a atenção, neste Setembro Amarelo, para uma realidade que precisa ser discutida em toda a segurança privada brasileira: o adoecimento mental dos trabalhadores.
O vigilante exerce uma atividade marcada por responsabilidade, estado de alerta, jornadas de trabalho e exposição a situações de tensão e risco. E os números demonstram a importância de ampliar o debate sobre prevenção e saúde mental na categoria.
Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab), com informações do INSS, apontam 31.197 afastamentos de vigilantes por transtornos mentais entre 2012 e 2024, colocando a ocupação entre as dez com maior número de afastamentos relacionados à saúde mental.
O problema não se restringe à segurança privada. Em 2025, a Previdência Social registrou 546.254 benefícios por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais no Brasil, crescimento de 15,66% em relação a 2024.
Para a CONTRASP, falar em valorização profissional também significa falar sobre condições de trabalho, prevenção e proteção à saúde física e mental dos vigilantes.
Se você precisa de ajuda, procure atendimento.
O CVV atende gratuitamente pelo número 188, 24 horas por dia e de forma sigilosa.
A rede pública de saúde também disponibiliza atendimento por meio das UBS e CAPS. Em situações de urgência ou risco imediato, procure uma UPA ou hospital ou acione o SAMU pelo 192.
Nenhum trabalhador deve enfrentar o sofrimento em silêncio. Cuidar da saúde mental também é defender a vida.
