Operação Cunhambebe cumpre três mandados de busca e apreensão e apura possível formação de grupo organizado para dificultar a atuação de órgãos públicos
A Polícia Federal deflagrou, em 25 de setembro de 2026, a Operação Cunhambebe para aprofundar uma investigação sobre a realização de cursos clandestinos de segurança privada e a possível formação de um grupo organizado na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.
A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal. Segundo a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer a extensão dos fatos, identificar eventuais participantes e interromper possíveis atividades ilícitas em curso.
CURSOS DE SEGURANÇA SEM AUTORIZAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL
As investigações identificaram a divulgação de cursos de segurança privada ministrados sem autorização da Polícia Federal. De acordo com a corporação, o conteúdo incluía técnicas operacionais normalmente associadas às atividades de segurança.
O caso reforça um ponto essencial para o setor: a formação em segurança privada está sujeita à fiscalização e à autorização do órgão competente. Atividades clandestinas não podem ser confundidas com a formação regular dos profissionais da segurança privada.
INVESTIGAÇÃO COMEÇOU APÓS HOSTILIDADE EM FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
Segundo a Polícia Federal, as apurações começaram após episódios de hostilidade durante uma ação de fiscalização ambiental realizada por órgãos federais. Na ocasião, agentes públicos teriam sido alvo de perseguições, bloqueios de vias e ataques atribuídos a integrantes de um grupo que atuava na região.
Os elementos reunidos até o momento apontam, em tese, para indícios de constituição de milícia privada, incitação ao crime, receptação qualificada, exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo, exercício ilegal de atividade econômica e embaraço à fiscalização ambiental.
SEGURANÇA PRIVADA É ATIVIDADE REGULAMENTADA
O episódio chama atenção para a importância de combater a clandestinidade na segurança privada. Cursos e atividades desenvolvidos à margem da fiscalização colocam em risco a sociedade, os próprios participantes e a credibilidade dos profissionais devidamente formados e habilitados para atuar no setor.
A CONTRASP defende a valorização dos vigilantes e o fortalecimento da fiscalização contra qualquer forma de segurança clandestina. Segurança privada exige formação adequada, atuação dentro da legalidade e respeito às regras que protegem os trabalhadores e a população.
