Representante das empresas presente no encontro informou haver consenso no setor; outros representantes patronais serão ouvidos na próxima quarta-feira (07) antes do avanço das conclusões do GT
Primeira reunião do GT teve posicionamento positivo para inclusão do calibre; discussão continua na quarta-feira (07)
Nesta quinta-feira (01), aconteceu a primeira reunião do Grupo de Trabalho criado no âmbito da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP) para discutir a modernização do armamento utilizado na vigilância patrimonial.
Um dos principais pontos do debate é a possibilidade de inclusão da pistola calibre .38 TPC entre os armamentos de uso permitido também para a vigilância patrimonial.
Na primeira reunião, houve posicionamento positivo em relação à possibilidade de inclusão do calibre. O debate, porém, ainda não terminou. Uma nova reunião ficou marcada para quarta-feira (07), quando outros representantes do setor patronal poderão apresentar seus posicionamentos.
A CONTRASP levou o tema à CCASP defendendo que a modernização da legislação da segurança privada também seja acompanhada pela modernização dos equipamentos colocados à disposição dos vigilantes.
A discussão ganhou força após a nova regulamentação da segurança privada ampliar as possibilidades de utilização da .38 TPC em outras atividades do setor. Agora, a representação dos trabalhadores defende que a possibilidade também seja analisada para a vigilância patrimonial.
Para o presidente da CONTRASP, João Soares, a evolução tecnológica dos armamentos precisa fazer parte do processo de modernização da segurança privada, garantindo ao trabalhador equipamentos adequados às situações de risco enfrentadas diariamente.
A reivindicação por maior capacidade de reação é antiga entre os vigilantes.
MAIS UMA OPÇÃO DE ARMAMENTO
A discussão não significa simplesmente retirar os armamentos atualmente utilizados pelos vigilantes.
O objetivo é permitir que a .38 TPC também passe a integrar as opções de armamento autorizadas para a vigilância patrimonial, caso a proposta seja aprovada e posteriormente regulamentada.
Durante o primeiro encontro, também houve entendimento sobre a necessidade de uma eventual implementação ocorrer de forma gradativa.
Isso permitirá adequar treinamento, formação e atualização dos vigilantes, além de possibilitar que as empresas façam os investimentos necessários de acordo com a realidade operacional de cada serviço.
O Grupo de Trabalho analisará características técnicas, balísticas, operacionais e de segurança dos armamentos, além dos impactos sobre capacitação profissional e procedimentos operacionais.
Participam do GT representantes da ABCFAV, ANSEGTV, CONTRASP, FEBRABAN, FENAVAL, FENAVIST e OCB. A coordenação é do delegado de Polícia Federal Marco Aurélio Sousa Bezerra.
A CONTRASP terá ainda uma responsabilidade importante: seu representante ficará encarregado da consolidação e elaboração do relatório final dos trabalhos, que será submetido posteriormente à apreciação da CCASP.
Para a CONTRASP, modernizar a segurança privada também significa garantir ao vigilante treinamento, tecnologia e equipamentos compatíveis com os riscos e responsabilidades da profissão.
