O Rock in Rio 2026 se prepara para receber milhares de pessoas na Cidade do Rock com uma das maiores operações de segurança já montadas para um evento no país. E, dentro dessa estrutura, a segurança privada tem papel fundamental na proteção do público e na organização do festival.
O esquema anunciado pelo Governo do Rio de Janeiro contará com mais de 1.600 profissionais da segurança privada, além de segurança publica, monitoramento tecnológico, controle do espaço aéreo contra drones não autorizados, câmeras e outras estruturas de segurança, demonstrando a dimensão da participação do setor em um evento desse porte.
Segurança de eventos ganhou novas regras
Para a CONTRASP, a realização de um evento da dimensão do Rock in Rio também chama atenção para a importância da profissionalização da segurança privada.
A Lei nº 14.967/2024, o Decreto nº 13.012/2026 e a Instrução Normativa DG/PF nº 340/2026 estabeleceram uma nova estrutura normativa para a atividade no Brasil, inclusive para a segurança de eventos.
A nova regulamentação reforça que segurança privada não pode ser tratada simplesmente como a colocação de pessoas nas entradas de shows ou no meio do público.
Existe formação, aperfeiçoamento, planejamento, análise de risco, controle de acesso e fiscalização da Polícia Federal.
Nos eventos com público superior a 1.000 pessoas, a regulamentação estabelece ainda a elaboração de projeto de segurança, assinado por gestor de segurança privada registrado perante a Polícia Federal.
É esse planejamento que deve considerar as características e os riscos específicos de cada evento para definir a estrutura necessária à proteção do público.
Vigilante de eventos precisa estar habilitado
Outro ponto fundamental é a qualificação profissional.
O vigilante que atua na segurança de eventos precisa possuir o aperfeiçoamento correspondente, conforme as regras estabelecidas para a atividade.
Isso ganha ainda mais relevância em grandes festivais, nos quais milhares de pessoas circulam simultaneamente e os profissionais precisam atuar em atividades como controle de acesso, prevenção de ocorrências, proteção do público e resposta diante de situações de risco.
Tecnologia também é importante. No Rock in Rio, por exemplo, a operação contará com monitoramento por câmeras, reconhecimento facial e sistemas relacionados ao controle de drones.
Mas toda essa estrutura tecnológica não elimina a importância do profissional preparado para atuar diretamente na segurança.
CONTRASP: grandes eventos exigem segurança profissional
Para a CONTRASP, eventos dessa magnitude demonstram, na prática, a responsabilidade assumida diariamente pelos profissionais da segurança privada.
A nova legislação trouxe regras mais específicas para o setor e reforçou a necessidade de profissionais devidamente formados, habilitados e preparados para a atividade.
Em um festival que reúne milhares de pessoas, segurança não pode ser improvisada.
Grandes eventos exigem planejamento, tecnologia e, principalmente, vigilantes profissionais qualificados.
A CONTRASP continuará defendendo a valorização desses trabalhadores e o cumprimento da nova legislação da segurança privada em todo o país.
Fonte das informações sobre a operação do Rock in Rio: Diário da Manhã e informações divulgadas pelos órgãos públicos do Rio de Janeiro.
