O VIII Congresso Inter-Regional dos Vigilantes do Norte e Nordeste reuniu, nos dias 11 e 12 de setembro, em Fortaleza (CE), dirigentes sindicais, especialistas e representantes da categoria de diferentes estados do país para dois dias de debates sobre os principais desafios dos trabalhadores da segurança privada. Promovido pela FESVINE-PS, o encontro teve a participação da CONTRASP, representada pelo presidente João Soares.
A abertura aconteceu no Hotel Amuarama e contou com a presença de Daniel Borges, presidente da FESVINE-PS; João Soares, presidente da CONTRASP; Matias José Ribeiro, presidente da FESVAC e do Sindicato dos Vigilantes de Santa Catarina; e Celso Gomes da Costa, presidente do Sindicato dos Vigilantes do Mato Grosso do Sul e da FITV – Federação Interestadual de Vigilantes.
Durante os dois dias, a programação colocou em discussão temas que interferem diretamente na vida dos vigilantes, entre eles Previdência Social e Aposentadoria Especial, conjuntura econômica, negociações coletivas, violência contra a mulher e as mudanças provocadas pelo novo marco regulatório da segurança privada, especialmente a Lei nº 14.967/2024, o Decreto nº 13.012/2026 e a IN DG/PF nº 340/2026.
CONTRASP DEBATE CONJUNTURA E NEGOCIAÇÕES COLETIVAS
Um dos destaques da programação foi o painel “Conjuntura e Negociações Coletivas”, conduzido pelo economista Reginaldo de Aguiar Silva, do DIEESE/CE, e pelo presidente da CONTRASP, João Soares.
O debate trouxe uma análise da atual conjuntura econômica brasileira e das perspectivas para 2027, relacionando o cenário nacional aos desafios enfrentados pela categoria nas negociações coletivas.
Com dados, gráficos e cálculos, foram apresentados indicadores sobre o crescimento da economia, evolução do PIB nacional e dos estados, inflação e comportamento dos salários dos vigilantes nos últimos anos.
O levantamento também permitiu comparar os valores praticados nos diferentes estados brasileiros, tanto na segurança patrimonial quanto no segmento de transporte de valores, ampliando a discussão sobre valorização profissional, reposição salarial e as próximas campanhas salariais.
Reginaldo de Aguiar Silva também apresentou um resgate histórico das relações de trabalho no Brasil e abordou os impactos da reforma trabalhista sobre os direitos, os contratos de trabalho e a capacidade de negociação coletiva dos trabalhadores.
João Soares destacou a importância de compreender o cenário econômico e político para fortalecer a organização da categoria e preparar as entidades sindicais para os desafios das negociações de 2026/2027.
A diretora de Comunicação da FESVINE-PS, Thayane Gomes, representante do Acre, também participou da mesa e agradeceu, em nome do estado, a recepção e o trabalho realizado pela organização do Congresso.
Ao final do painel, os participantes tiveram espaço para perguntas e esclarecimentos sobre inflação, PIB, reposição salarial, negociações coletivas e as perspectivas para as próximas campanhas.
DOIS DIAS EM DEFESA DOS VIGILANTES
O VIII Congresso foi encerrado após dois dias de intensa programação, troca de experiências e construção de propostas em defesa dos profissionais da segurança privada.
Para a CONTRASP, encontros como este são fundamentais em um momento de profundas mudanças para o setor. Além da luta pela valorização salarial e por melhores condições de trabalho, a categoria acompanha a implementação do novo marco regulatório e mantém entre suas prioridades a defesa da Aposentadoria Especial e o fortalecimento da representação sindical.
A união das entidades e o debate qualificado fortalecem a luta nacional por direitos, valorização e respeito aos vigilantes brasileiros.
Posso também transformar essa matéria em uma versão mais curta e de impacto para o Instagram da CONTRASP, destacando João Soares e os dois dias de Congresso.
