O presidente da CONTRASP, João Soares, e os dirigentes do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, Paulo Sérgio, secretário-geral, e Paulo Roberto, secretário de Política Sindical, participaram, no dia 15 de setembro, do CBN Talks – Novo Estatuto da Segurança: Desafios, Oportunidades e Impactos, promovido pela CBN Curitiba.
O encontro reuniu representantes da categoria, especialistas e autoridades para discutir as mudanças trazidas pelo Novo Estatuto da Segurança Privada e os impactos da nova legislação para trabalhadores, empresas prestadoras, contratantes e toda a sociedade.
O debate colocou a segurança privada no lugar que ela merece: ao lado da prevenção, da proteção e da responsabilidade — e não apenas associada a ocorrências ou tragédias. A iniciativa da CBN Curitiba contribuiu para ampliar o conhecimento da população sobre a importância de um setor legalizado, fiscalizado e formado por profissionais devidamente habilitados.
Considerado o principal marco regulatório da segurança privada em quatro décadas, o Estatuto estabelece novas exigências para empresas e profissionais. O evento também abordou os procedimentos de adequação e os desafios para a implementação das novas regras, cujo prazo está previsto para setembro de 2027.
A programação contou ainda com a participação de Roberto Mello Milaneze, delegado de Polícia Federal, Classe Especial, e chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada da Superintendência Regional da Polícia Federal no Paraná. A Polícia Federal é o órgão responsável pelo controle e pela fiscalização do setor.
Contratantes também precisam conhecer a legislação
Um dos pontos centrais do debate foi a necessidade de levar as mudanças previstas no Estatuto às empresas, aos órgãos públicos e à população que contratam serviços de segurança privada.
O combate à clandestinidade não depende somente da fiscalização das empresas irregulares. Também exige conscientização e responsabilidade por parte dos contratantes, que devem verificar se a prestadora possui autorização da Polícia Federal e se os profissionais estão devidamente habilitados.
Quem contrata um serviço irregular contribui para a manutenção da clandestinidade e pode colocar em risco os trabalhadores, o patrimônio protegido e a própria população.
Para as entidades representativas dos vigilantes, ampliar esse debate por meio de veículos de grande alcance, como a CBN, é fundamental para mostrar que a segurança privada regulamentada exerce uma função essencial na proteção da sociedade.
Valorizar o setor significa reconhecer seus profissionais, fortalecer as empresas que cumprem a legislação e responsabilizar quem contrata serviços clandestinos. O Novo Estatuto representa uma oportunidade para consolidar uma segurança privada mais qualificada, responsável e comprometida com a proteção da população.
