A CONTRASP segue à frente dos principais debates que envolvem a segurança, as condições de trabalho e a modernização da segurança privada no país.
Nesta segunda-feira (5), a Confederação participou de mais uma reunião do Grupo de Trabalho da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), criado para discutir os veículos utilizados na escolta armada.
O GT reúne representantes da CONTRASP, ABCFAV, ANSEGTV, FENAVAL e FENAVIST, sob coordenação do delegado de Polícia Federal Daniel Marques Cavalcante. O objetivo é estudar requisitos mínimos de desempenho e segurança para os veículos utilizados na escolta armada.
QUATRO VIGILANTES: VEÍCULO PRECISA ESTAR PREPARADO PARA A REALIDADE DA OPERAÇÃO
Um dos pontos centrais da reunião foi a quantidade de profissionais transportados nos veículos.
A Polícia Federal deixou claro que não abre mão da operação considerando quatro vigilantes por veículo de escolta. A própria Portaria que instituiu o GT determina que os estudos considerem a presença de quatro vigilantes, seus equipamentos e a necessidade de acompanhamento de veículos de carga em rodovias com segurança.
Com isso, o debate se concentra agora nas condições que o veículo precisa oferecer para transportar quatro vigilantes equipados com segurança e desempenho adequado.
Entre os aspectos discutidos estão a relação entre motorização, potência e peso total transportado, levando em conta não apenas os quatro trabalhadores, mas também todos os equipamentos necessários à prestação do serviço.
A discussão busca evitar que veículos sem desempenho compatível com a atividade sejam utilizados em operações que exigem segurança, capacidade de resposta e acompanhamento de cargas em rodovias.
CONDIÇÕES DOS CARROS-FORTES
A discussão avançou ainda para outro tema diretamente relacionado às condições de trabalho dos vigilantes: a idade e as condições da frota de carros-fortes.
O debate envolve a necessidade de avaliar a vida útil desses veículos, buscando melhores condições de trabalho para os profissionais e mais segurança e qualidade na prestação do serviço.
A ampliação do estudo para os carros-fortes está prevista na Portaria do GT, que permite analisar critérios como conservação, manutenção, vida útil e condições para permanência desses veículos em operação.
Ainda não foi estabelecida uma idade máxima para a frota. O assunto está em discussão e deverá ser aprofundado durante os trabalhos do grupo.
