O Grupo de Trabalho da CCASP que debate a modernização do armamento da vigilância patrimonial realizou nesta terça-feira (6) a sua segunda reunião. Depois da apresentação do estudo técnico elaborado por Claudinei de Novaes Junior, especialista em manutenção de armamento, a Contrasp, representada pelo seu presidente João Soares, ajustou ajustou a proposta: a defesa passa a ser pela pistola semiautomática dentro do calibre de uso permitido, e não mais pela inclusão específica do calibre .38 TPC.
Na primeira reunião, realizada no dia 1º, trabalhadores, escolas de formação e a representação patronal presente haviam se posicionado de forma favorável à possibilidade de inclusão da pistola .38 TPC na vigilância patrimonial, com implementação gradativa e sem a retirada imediata do revólver .38.
Por que a mudança
O estudo diferencia e destaca que calibre e arma não são a mesma coisa. Pois é a que determina a capacidade, a ergonomia e os recursos de segurança à disposição do vigilante, revolver x pistola. Um mesmo calibre é atendido por vários modelos e fabricantes.
O .38 TPC é um calibre recente, produzido hoje por um único fabricante de armas e um único fabricante de munições, com a intensão de substituir a 9mm. Isso cria dependência de fornecimento de armas, munições e peças de reposição. Já o .380, também de uso permitido, tem maturidade de mercado e diversidade de fabricantes e modelos.
Por isso, a CONTRASP entende que a norma não deve prender o setor a um calibre específico. O que precisa chegar ao vigilante é a pistola.
As vantagens da pistola
- Carregadores de 13 a 17 disparos, contra os 6 do revólver.
- Recarga mais rápida.
- Melhor ergonomia e acionamento.
- Possibilidade de uso de miras, lanternas e outros acessórios modernos.
Treinamento e procedimento
A CONTRASP defende que treinamento e procedimento sejam um só: o que se ensina na formação deve ser o que se pratica no posto de serviço, com nivelamento de aprendizagem para que todos os vigilantes operem no mesmo padrão. A troca de arma, sozinha, não substitui a capacitação contínua nem a manutenção preventiva do armamento.
A implementação gradativa continua sendo a proposta, respeitando a capacitação dos profissionais, a realidade dos postos de serviço e a capacidade de adaptação do setor.
A CONTRASP, que levou o tema à CCASP por meio do presidente João Soares, segue responsável por consolidar e elaborar o relatório final dos trabalhos, que será submetido à apreciação da comissão.
Modernizar a segurança privada também é garantir treinamento, tecnologia e melhores condições de trabalho para o vigilante.
A próxima reunião acontece no dia 13 de outubro.
CONFIRA O ESTUDO APRESENTADO PELA CONTRASP e se quiser constribuir com sugestões encaminhe e-mail para: jspresidencia@gmail.com
