A CONTRASP participou, no dia 25 de agosto de 2026, de reunião institucional na sede da Polícia Federal, em Brasília, para tratar de questões que impactam diretamente os trabalhadores e as operações do segmento de transporte de valores.
O encontro com a Coordenação-Geral de Controle de Serviços e Produtos (CGCSP/PF) havia sido solicitado pela CONTRASP e foi marcado para as 16h. Antes da reunião, a Confederação encaminhou oficialmente à coordenadora-geral, delegada da Polícia Federal Denise Vargas Tenório, a relação dos principais temas que seriam apresentados e debatidos.
De acordo com o documento encaminhado pela CONTRASP, a reunião teve como objetivo levar à Polícia Federal demandas relacionadas às condições de trabalho, segurança das operações e regulamentação das atividades de transporte de valores. O encontro também foi proposto com a participação das entidades nacionais representativas do segmento.
Principais questões levadas à Polícia Federal
Entre os assuntos apresentados pela CONTRASP estão o horário de circulação dos carros-fortes, as regras para parada e pernoite dos veículos durante viagens e a situação dos trabalhadores em relação ao intervalo para almoço quando estão fora das bases de valores.
A pauta também incluiu a manutenção dos carros-fortes e o tempo de fabricação dos veículos para autorização de circulação, além da possibilidade de funcionamento de oficinas terceirizadas dentro das bases de valores e questões envolvendo autorização de serviço e aquisição de carro-forte por empresas orgânicas.
Outro ponto importante apresentado à Polícia Federal diz respeito aos limites dos valores transportados durante viagens e nas operações de abastecimento de caixas eletrônicos.
A CONTRASP ainda levou para discussão a regra relacionada ao porte de celular particular pelos vigilantes, questionando a restrição aplicada aos profissionais enquanto outros agentes da segurança privada, como integrantes de centrais de monitoramento, operações, gerentes e responsáveis por escalas, podem utilizar os aparelhos.
Treinamento de tiro também entrou na pauta
A Confederação também apresentou a questão da previsão de treinamento de tiro com a arma do próprio vigilante e a necessidade de discutir o custeio, pelas empresas, da taxa de deslocamento dos trabalhadores até as escolas de formação para realização do treinamento.
A iniciativa faz parte da atuação da CONTRASP para levar as demandas dos profissionais do transporte de valores diretamente aos órgãos responsáveis pela regulamentação e fiscalização da segurança privada no país.
A CONTRASP seguirá acompanhando as discussões junto à Polícia Federal e defendendo medidas que garantam segurança, condições adequadas de trabalho e valorização dos profissionais do transporte de valores.
