A CONTRASP vai representar os trabalhadores em três Grupos de Trabalho criados no âmbito da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), da Polícia Federal. Os debates envolvem temas diretamente relacionados às condições de trabalho dos vigilantes: armamento utilizado na vigilância patrimonial, veículos da escolta armada e assistência social aos profissionais da segurança privada.
Um dos principais debates será sobre a possibilidade de substituição do tradicional revólver calibre .38 SPL pelas pistolas .380 ACP ou .38 TPC na vigilância patrimonial.
O GT vai comparar características técnicas, balísticas, operacionais e de segurança dos armamentos, além de avaliar os impactos de uma eventual mudança na capacitação dos vigilantes e nos procedimentos operacionais. A CONTRASP terá ainda a responsabilidade de consolidar e elaborar o relatório final desse Grupo de Trabalho.
Outro GT vai discutir as condições dos veículos utilizados na escolta armada. Entre os pontos que serão analisados estão segurança, desempenho e adequação dos veículos à realidade do trabalho, considerando quatro vigilantes, seus equipamentos e a atuação em rodovias. O estudo poderá ainda alcançar os veículos especiais blindados utilizados no transporte de valores.
Assistência social e atenção ao trabalhador
A CONTRASP também integra o GT que vai estudar a implementação dos serviços autônomos de aprendizagem e assistência social destinados aos profissionais da segurança privada, direito previsto na Lei nº 14.967/2024 e regulamentado pelo Decreto nº 13.012/2026.
Para a CONTRASP, esse debate também deve abrir espaço para uma questão que precisa estar cada vez mais presente no setor: a saúde mental dos vigilantes. A rotina de risco, a responsabilidade e as pressões enfrentadas diariamente tornam fundamental ampliar o debate sobre assistência e cuidado com quem trabalha protegendo vidas e patrimônios.
A participação nos três GTs garante à CONTRASP espaço para levar a realidade dos vigilantes aos debates da CCASP e contribuir com propostas voltadas à segurança, à proteção e a melhores condições de trabalho para os profissionais da segurança privada.
Mais segurança para quem trabalha protegendo. Mais atenção ao trabalhador. Mais voz para os vigilantes.
